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Match de serviços: profissionais e clientes se encontram quando há fit real

Marketplace de talentos com UX de app de encontros. Profissionais cadastram serviços com regimes de disponibilidade estruturados. O match só abre conversa quando os dois lados demonstram interesse mútuo.

// HISTÓRIA DO PROJETO

O Gig nasceu da observação de que os marketplaces de serviços existentes no Brasil — GetNinjas, Workana — não são marketplaces de verdade. São geradores de leads: o profissional paga créditos para tentar contato com um cliente, sem garantia de retorno, e a plataforma ganha independente de qualquer job acontecer. O resultado é spam de propostas genéricas para o cliente e dinheiro jogado fora para o profissional. A ideia central do Gig é inverter essa lógica usando a UX de apps de encontro como Tinder e Hinge. O profissional não corre atrás do cliente — ele cadastra seus serviços com disponibilidade real e aparece para quem pode e quer contratar agora. O match só abre o chat quando os dois lados demonstram interesse, o que elimina spam e aumenta a qualidade de cada conversa. Um dos insights mais importantes do projeto é que a entidade central não é o profissional — é o serviço. Um fotógrafo pode ter 'Ensaio em estúdio' (regime agendado, mínimo 3h) e 'Cobertura de evento' (regime por projeto, com proposta) ao mesmo tempo. Cada serviço tem seu próprio regime de disponibilidade, preço e status de abertura. Foram identificados quatro regimes para o MVP: Agendado (slot de data e hora, usado por fotógrafos, babás, chefs), Stack paralelo (capacidade máxima de projetos simultâneos sem ordem fixa, usado por devs e designers), Imediato (online agora, despacho por proximidade estilo Uber, para eletricistas e suporte TI) e Recorrente (dias fixos semanais ou mensais com contrato automático, para diaristas e professores). Um quinto regime — Salão, com slots fixos diários e durações variáveis por tipo de serviço — está documentado para fase posterior por competir diretamente com Booksy e Trinks. Outro diferencial estratégico é o perfil público compartilhável (gig.app/nome), que funciona como portfólio e cartão de visita digital mesmo sem nenhum cliente na plataforma. Isso resolve o problema clássico de cold start: o profissional tem valor imediato em usar o Gig antes da rede existir, compartilha o link no LinkedIn e WhatsApp, e vira um vetor de distribuição orgânica. Dois controles de disponibilidade são mantidos separados por serviço — abertura para receber novos clientes (pausa os matches) e disponibilidade de agenda (slots de tempo) — porque misturá-los é o erro de UX mais comum em produtos parecidos. A monetização planejada começa com assinatura pro para profissionais no MVP, evolui para comissão sobre transações na fase de escala (modelo mais defensável e alinhado com o sucesso do profissional) e expande para destaque pago e analytics na terceira fase. O projeto está em fase de ideia e planejamento, com o plano de produto detalhado cobrindo conceito, branding, regimes de disponibilidade, funcionalidades core, roadmap de 6 meses e decisões abertas como modelagem de banco de dados, algoritmo de match e escolha de cidade e categoria para lançamento vertical.

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